Normalidade
Como é possível manter um blog se sua vida é super normal? É como tentar tocar um jornal em uma cidadezinha pacata do interior. O que noticiar? Que a gata da D. Candoca teve cria? Que Seu Janjão teve mais uma crise de gota? Que Lucíola, a beldade local, amanheceu com uma espinha no queixo? Hum... não... complicado isso...
Quando a gente tem talento pra olhar o cotidiano e transformá-lo em literatura... ah... assim fica fácil! Mas, decididamente, não é o meu caso. Tem aqueles que sabem muito sobre determinado assunto - ou assuntos - e aí escrevem sobre isso. Só que, também, não sei quase nada sobre nada e, por isso, não falo de nada mesmo.
Vou falar sobre meus questionamentos de tia-velha? Caraca, nem eu aguento mais esse papo. E, pra dizer a verdade, ando sem grandes questionamentos. Tô numa fase de "deixa-a-vida-me-levar-vida-leva-eu", administrando só os probleminhas que se apresentam ocasionalmente pra peteca não cair, aff, que só bocejando.
Pra não dizer que estou sem qualquer expectativa de vida, tenho que admitir que a chegada do meu último semestre na faculdade é, deveras, empolgante. Não vejo a hora de me formar. Depois, pretendo fazer pós em alguma área do Direito Público. Mas, convenhamos, isso não é lá um assunto muito instigante, principalmente pra quem tá de fora. E ainda é pra agosto de 2007! Então o post super emocionado, relatando toda a odisséia (?) do meu curso de Direito até a formatura fica só pra meados do ano que vem.
Ai, ai... adoro quando não tenho inspiração e termino por escrever sobre a falta de inspiração mesmo...
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